Educação

Retorno 100% presencial de servidores da Ufam é marcado para o dia 6 de junho

Em contrapartida, as atividades acadêmicas ainda permanecem podendo ser feitas nas modalidades hibridas ou de ensino a distância (EAD).

Michael Douglas
online@acritica.com
12/05/2022 às 19:49.
Atualizado em 12/05/2022 às 19:49

(Foto: Michael Douglas)

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) voltará a ter atividades 100% presenciais para servidores (efetivos ou temporários) da instituição, a partir do dia 6 de junho. Em contrapartida, as atividades acadêmicas ainda permanecem podendo ser feitas nas modalidades hibridas ou de ensino a distância (EAD). 

De acordo com o pró-reitor da Ufam, David Lopes Neto, atualmente a instituição tem cerca de 80% das atividades acadêmicas sendo feitas de forma presencial, mas que a lei ainda permite que atividades hibridas permaneçam, isso pelo menos por mais um semestre. 

“Quanto a parte acadêmica, nós temos uma resolução do conselho de ensino e pesquisa e extensão que estabelece que para os cursos presenciais, ainda no semestre letivo de 2021, que vai começar no dia 16 de maio, poderão ser usados os modelos de ensino hibrido, onde o professor, em qualquer ambiente da universidade, possa se utilizar de estratégias de ensino para dar aulas de forma hibrida”, relata o pró-reitor. 

De acordo com Lopes Neto, a universidade planeja voltar com as atividades 100% presenciais até o dia 17 de outubro, quando começa o primeiro semestre letivo de 2022.  

“As aulas ainda podem ser feitas a partir do modelo de ensino remoto e hibrido porque a pandemia ainda não acabou, e nosso plano de biossegurança ainda está em vigência e enquanto não for decretado o fim da pandemia pela Organização Mundial de Saúde, temos que tomar todas as precauções. E a realidade de cada curso, seja aqui ou no interior, tem uma estratégia própria”, afirma Lopes Neto. 

Por lei cada semestre letivo deve ter 100 dias de aulas, mas com a pandemia esse número foi flexibilizado e a Ufam adotou um calendário com três semestres no ano – cada um com 90 dias de aula. No entanto, a partir do primeiro semestre letivo de 2022 – que inicia em outubro – a instituição volta a ter o semestre com 100 dias.  

A Universidade trabalha atualmente com a possibilidade de ajudar perfeitamente o ano letivo com o calendário civil apenas em 2025 – isso se não houver outro problema. No entanto, mesmo com essa estimativa, a instituição segue mantendo precauções, não apenas a Covid-19. 

A instituição tem atualmente um comitê de enfrentamento a pandemia. O mesmo deve ser mantido enquanto não for decretado oficialmente a pandemia. Além disso, também existe na instituição um grupo técnico operacional, que é vinculado a esse comitê, bem como comissões locais de biossegurança.  

“Vamos dizer, hipoteticamente, que uma quarta onda aconteça, hoje não é mais novidade para nós e estamos totalmente preparados para lidar com qualquer situação que venha a acontecer”, afirma o pró-reitor. 

Com o retorno presencial das atividades para os todos os servidores, e a continuidade do retorno gradual dos acadêmicos, a instituição inicia um trabalho para combater a evasão acadêmica, que segundo a própria instituição, teve um considerável aumento. 

“A evasão, com a pandemia, teve uma elevação, tanto que criamos há um mês um grupo de estudo e pesquisa sobre a evasão na Universidade. Eles farão, em seis meses, um diagnostico situacional sobre esse tema em todos os cursos, para assim montarmos estratégias para combater a evasão no âmbito da universidade”, conclui Lopes Neto.

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