Audiovisual

'O Som do Rio' mostra belezas da Amazônia e alerta sobre os perigos para a região

Série criada por Maria Gadú, exclusiva para o YouTube Brasil, faz uma imersão cultural pelo Tapajós e convida personalidades para discutir com lideranças indígenas problemáticas da região; assista

Luciano Falbo
luciano.falbo@acritica.com
16/06/2022 às 11:33.
Atualizado em 16/06/2022 às 11:54

Val Muduruku, Maria Gadú, Lenine e (Maria Farinha Filmes)

SÃO PAULO – Com quatro episódios, a série “O Som do Rio” estreou nesta terça-feira (14) no YouTube.  O documentário trata de questões amazônicas e é conduzido pelas ativistas Val Munduruku, da região do Tapajós, no Pará, e Maria Gadú, também cantora e compositora, que tem raízes no Alto Rio Negro, no Amazonas.

Em uma viagem de descobertas pelo Tapajós, Maria, Val e personalidades convidadas exploram a musicalidade da região e discutem temas como a conservação da floresta, mudanças climáticas e direitos dos povos indígenas. Participaram da imersão, o cantor e compositor Lenine, a médica e ex-BBB Thelma Assis e o ator e digital influencer Vítor diCastro.

O youtuber e apresentador Felipe Castanhari dá o tom didático da produção audiovisual. Durante curtas inserções, ele apresenta de maneira simples alguns conceitos complexos tratados na série.

Roda de conversa com as mulheres indígenas (Reprodução/YouTube)

No primeiro episódio – que já conta com mais de 153 mil visualização até a publicação deste texto –, parte do elenco da série conhece as “Suraras do Tapajós”, grupo de mulheres indígenas que encontrou na arte e na união um caminho para demonstrar a riqueza de sua cultura e a força de sua existência. Assista:

Antes de ir ao ar no YouTube, a série foi apresentada à imprensa na segunda-feira (13), ocasião em que os jornalistas e convidados envolvidos na produção puderam acompanhar o primeiro episódio, além de apresentações artísticas de Maria Gadú.

A artista compôs uma música inédita para a série, inspirada pelos sons da natureza, e que foi apresentada ao vivo, juntamente com indígenas – Val, inclusive –, que fizeram percussão e backing vocal de trechos cantados em língua indígena. 

Maria capta sons da natureza para incluir em nova canção original (Maria Farinha Filmes)

Durante o lançamento da série, realizado na Casa Natura Musical, em São Paulo, Maria e Val falaram sobre o trabalho. A Crítica acompanhou o evento.

“A gente vive hoje um momento muito difícil. Muitas pessoas acompanham nas redes sociais, mas a gente que está na base sabe o quanto que é difícil. Nossas florestas, nossos rios estão pedindo socorro e a gente está aqui para fazer com que mais pessoas saibam que acontece”, observou Val Muduruku.

“A gente sabe da luta diária e vive isso na pele. É difícil, é muito difícil saber que, enquanto eu estou aqui, as minhas lideranças estão lá no território, sendo invadido por garimpeiros, por madeireiros… Eu vou fazer ecoar a luta do meu povo! E eu convido todo mundo assistir a nossa série e se conectar, porque a gente não pode perder essa conexão com a mãe Terra”, declarou, emocionada.

Maria Gadú disse esperar que “a série sirva para gente entender a beleza que a gente quer preservar”.

“Não adianta mostrar só a dor, a gente luta para manter isso de pé, a floresta, o canto do rio, das árvores, dos povos, dos animais. E o silêncio nunca foi opção, apesar dele ter sido muitas vezes forçado a todo mundo que está nessa luta A gente quer o som do rio, o som da floresta ecoando muito alto. E nenhuma gota de sangue a mais. A floresta de pé e a gente junto dela”, completou.

“O Som do Rio” é um case do YouTube no País para reforçar as ações da plataforma para conectar as pessoas com pautas urgentes da sustentabilidade.

Para a head de Parcerias de Conteúdo da empresa no Brasil, Clarissa Orberg, produções desse tipo, incentivadas pelo YouTube, são importantes e indutoras de mudanças de realidades vividas localmente.

Saiba mais

"O Som do Rio" é uma produção da Maria Farinha Filmes (produtora da série Aruanas), exclusivo para YouTube Brasil. A criação é de Maria Gadú, Estela Renner e Marcos Nisti. A direção é de Carol Quintanilha.

A série ficará disponível no canal de Maria Gadú no YouTube.

*O jornalista viajou a convite do Google Brasil

Trecho da abertura do primeiro episódio da série (Reprodução/YouTube)

Maria Gadú e Val Munduruku no primeiro episódio (Reprodução/YouTube)

Roda de conversa com as mulheres indígenas (Reprodução/YouTube)

Felipe Castanhari em uma de suas inserções (Reprodução/YouTube)

Noite de carimbó, no encerramento do primeiro episódio (Reprodução/YouTube)

A médica Thelma Assis (Reprodução/YouTube)

Visita guiada por arqueóloga a área de pinturas rupestres (Reprodução/YouTube)

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