No Egito

Delegação do Amazonas fará apresentação na COP-27 e não descarta diálogo com comitiva de Lula

AM contará com três representantes na área ambiental, incluindo o titular da Sema, Eduardo Taveira

Michael Douglas
online@acritica.com
05/11/2022 às 08:35.
Atualizado em 05/11/2022 às 08:42

COP-27 será realizada em Sharm El Sheikh, no Egito (Foto: Reprodução)

O Amazonas contará com três representantes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-27, que será realizada entre os dias 6 e 18 de novembro, em Sharm El Sheikh, no Egito. Entre as pautas definidas pela comitiva do governo do Estado estão desde apresentações de resultados de programas de preservação, a busca por novos investidores e até uma possível conversa com a comitiva do presidente eleito, Lula.  

Além do titular da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), Eduardo Taveira, também estão no evento Fabrícia Arruda, Secretária-adjunta da pasta e responsável pelos programas vinculados Ministério do Meio Ambiente. Completa a delegação Adriano Mendonça, titular da Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (SERFI).  

A delegação viaja chegará ao Egito no dia 14, e permanece no local até o último dia do evento, realizado anualmente e que busca debater as mudanças climáticas, além de encontrar soluções para os problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. 

Em entrevista A CRÍTICA, Eduardo Taveira afirma que o cronograma estipulado pela delegação para os dias da COP27 será corrido, com reuniões e participações em fóruns. 

“Junto com os governos da Amazonia, por meio do consorcio da Amazônia legal, faremos uma série de lançamentos, como o sistema de Redd+, que é uma compensação com créditos de carbono, visando estabelecer um mercado de carbono no Amazonas. Também deve ser apresentado o novo formato do pagamento de serviços ambientais, o chamado de ‘guardiões da floresta’, que beneficia cerca de 15 mil pessoas nas unidades de conservação”, relata o secretário da Sema. 

A comitiva do Amazonas irá assinar o memorando de entendimento com a iniciativa LIFE, que congrega empresas como a Amazon e até mesmo a União Europeia (UE), visando um novo padrão de créditos de carbono. Além disso, haverá reuniões bilaterais com financiadores do “Fundo Amazônia” como Alemanha e Noruega, bem como encontros com representantes de França e Reino Unido, visando novos financiamentos.   

"Com França e Reino Unido, estaremos estabelecendo essa negociação agora, já que eles não têm nenhuma ação com o governo do Estado na área ambiental, pelo menos até este momento. Então agora, a gente tem essa abertura”, comenta Taveira. 

Além de um encontro com representantes do Banco Mundial, no cronograma estabelecido pela delegação amazonense, haverá um encontro e apresentação em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente sobre os resultados do programa “Paisagens Sustentáveis na Amazônia”. 

Questionado se terão algum diálogo com membros do governo eleito do último dia 30, Eduardo Taveira afirma que inicialmente não existe nada estabelecido, mas que tal possibilidade não é descartada. 

“Não recebemos nenhuma confirmação de uma nova agenda com os novos membros do governo, pelo menos nós do amazonas não. Estamos indo já prevendo uma programação com o Ministério do Meio Ambiente, com quem temos uma agenda importante. Agora, obviamente, o Amazonas está aberto a qualquer conversa ou negociação [com o novo governo], entendendo que a Amazonia está no Amazonas, que tem a maior porção em extensão dessa floresta. Até porque as estratégias que temos adotado para a região nos deixam na condição de contribuir tanto com o governo atual quando com o próximo. Estamos bem disponíveis para apresentar e demonstrar os resultados e caminhos que o governo do Amazonas tem implementado no campo do desenvolvimento sustentável. Caso sejamos convidados a esse diálogo, obviamente apresentaremos nossas estratégias”, afirma. 

Sobre a COP-27 

Neste ano, o novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que analisa as vulnerabilidades, as capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças climáticas, vão guiar as conversas principais da COP-27. 

Durante a conferência, os países devem definir aspectos centrais para a implementação do Acordo de Paris, falar sobre os compromissos que estão sendo trabalhados por eles e dar previsibilidade ao financiamento climático.  Nos 12 dias de evento, os participantes vão debater sobre a adaptação climática, mitigação dos gases do efeito estufa (GEE), o impacto climático na questão financeira e a colaboração para conter o aquecimento global.

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